A Polícia Civil de Mato Grosso investiga a morte do indígena Adenisio Robdza ‘Awi Tsere ‘Unhi’ Re, de 31 anos, encontrado morto na madrugada de quinta-feira (10), às margens da MT-130, em Paranatinga, a cerca de 140 quilômetros de Primavera do Leste.
O corpo foi localizado na saída do município, nas proximidades do acesso ao Jardim Itália, em um trecho da rodovia que também dá acesso à região de Santiago do Norte.
Segundo as informações iniciais, a vítima apresentava politraumatismos e uma lesão grave na região da cabeça. Uma das principais linhas de investigação considera a possibilidade de que Adenisio tenha sido atropelado por um veículo cujo condutor teria deixado o local sem prestar socorro.
A área foi isolada para o trabalho das equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O corpo foi encaminhado para exame de necropsia, que deverá auxiliar na identificação das circunstâncias e da causa da morte.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou informações sobre possíveis testemunhas, veículos envolvidos ou suspeitos. As investigações seguem para esclarecer o que aconteceu e identificar um eventual responsável.
MT-130 volta a preocupar moradores
O caso ocorre em meio a preocupações relacionadas à segurança viária na MT-130, especialmente no perímetro de Paranatinga. No início de setembro, um homem de 34 anos morreu após outro grave acidente registrado nas proximidades do bairro Flamboyant.
A sequência de ocorrências reforça as preocupações de moradores e autoridades sobre a segurança em determinados pontos da rodovia, principalmente em áreas próximas ao perímetro urbano.
Além dos acidentes registrados na região, ocorrências envolvendo indígenas em rodovias do Centro-Oeste também têm chamado atenção. Em agosto deste ano, quatro integrantes da mesma família do povo Boe Bororo morreram em um grave acidente na BR-070, entre General Carneiro e o distrito de Paredão Grande.
Os episódios voltam a colocar em debate a necessidade de melhorias na sinalização, infraestrutura e segurança nos trechos rodoviários que cortam áreas próximas a comunidades e territórios tradicionalmente ocupados por povos indígenas.
A Polícia Civil continua apurando o caso registrado em Paranatinga.
Fonte: AlertaBG
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